Citações, Música, Fotografia, Desabafos, Notícias & Opiniões de uma Lusitana em Terras da Germânia

Sexta-feira, Junho 27, 2008

Fechado para férias

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Esta casa vai entrar de férias...
Vai ser por aqui que pretendo [re]carregar baterias, no meio do Oceano...








Sim, porque na Alemanha também existem sitios liiiindos como esta ilha para onde vou.

Este ano Portugal só lá para finais do ano.

Boas férias a todos os que vão e, até breve aos que por cá passarem!


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Quinta-feira, Junho 19, 2008

EM-Viertelfinale 2008

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Hoje o meu coração vai estar dividido...



VS



Que vença o melhor!!

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Terça-feira, Junho 03, 2008

Renascendo




Mais um fim de semana a caminho e já só pensava na viagem que faria na manhã seguinte. Desde que tinha comprado aquela casinha no Norte de Africa sentia a vida ganhar um novo sentido. Agradava-lhe a ideia de ter casa noutro continente e agradava-lhe ainda mais, o ser possivel sair daquele cantinho lusitano sentindo a frescura do orvalho matinal e chegar a tempo de ver o astro rei descer sobre as areias escaldantes do deserto.
Tinham sido tempos turbulentos aqueles últimos. A morte da criança que tanto amava, tinha exposto toda a sua vulnerabilidade. O sofrimento tornara-a numa silhueta de si mesma.
Um dia, acordou com uma sensação estranha dentro do peito, era como se um sol radioso e quente a impelisse para fora daquela inércia. Não, basta, de uma vez por todas queria afastar de si o sentimento de pena que via no olhar das pessoas à sua volta. Foi como se a força interior que inexplicavelmente sentia, atingisse o seu exponente estilhaçando aquela obstrução na sua vida.
Agora era a hora de recuperar o tempo perdido. Amanhã quando chegar, terá a certeza de encontrar, por entre tapeçarias coloridas e aromas a chá de menta, o anjo que perdeu.
Ele estará lá. No sorriso daquelas crianças que a esperam a quem decidiu dar uma oportunidade de vida.
Afinal, o recolhimento por que passara tinha sido um bom conselheiro...




Mais aqui, no 3º Jogo das 12 Palavras.
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Quarta-feira, Maio 07, 2008

Maio, mês...


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... das Flores


... da Micas


... da sica


... e dos Amores...


Até breve...

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Domingo, Abril 27, 2008

Saudade

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Foto: Micas - "Casa do Alvar" - 07/06




A viagem tinha corrido bem chegando agora ao fim da linha.
Subí aquele último degrau e bati à porta nervosamente, de coração apertado, ainda com a ténue esperança de te ver aparecer...
Desta vez não foste tu quem me deu licença para entrar, nem foste tu quem me veio abraçar na alegria do reencontro, nem eu estava tão preparada para essa realidade que me esperava
Desta vez, nem o mar, nem o sol nem os velhos amigos conseguiram arrancar a tristeza que foi crescendo dentro do peito.
O velho cadeirão onde te sentavas a ler, a esplanada da praça onde todos os dias paravas para um café entre amigos, a caixa do teu chocolate predilecto, as flores que gostavas de tratar, a mesa de pedra do jardim onde nós e tantos dos nossos antepassados se foram sentando ao longo de gerações em tardes cálidas e envolventes de verão... tudo estava lá e, tudo me falava de ti...
A velha mesa continua sólidamente implantada sob as ramagens frondosas dos carvalhos seculares naquele recanto do jardim, contudo já não se ouviram histórias nem risos, apenas a sombra e o silêncio deixado por ti.
O não querer aceitar o facto de teres partido, ainda que inconsciente, o querer acreditar que tudo não passou de um pesadelo, foi duro, e doeu como o "caraças", sabias? Claro que sabes.
Mesmo sabendo-te sempre a meu lado, não é fácil evitar este vazio que sinto dentro da alma.
Esta dor de saudade que o tempo teima em não ajudar a esmorecer.
Mas a vida continua, eu sei que nos vamos encontrar um dia, lembro-me até de me teres dito que todos seguimos no mesmo comboio e que todos temos o mesmo destino, com a única diferença que uns ocupam as carruagens dianteiras e outros seguem mais atrás, eu sei, não me esqueci, mas tenho... tenho tantas saudades tuas pai...





Adenda: Embora o texto tivesse sido escrito há quase 2 anos, decidi participar com o mesmo no 2º Jogo das 12 Palavras ainda que com algumas alterações para o efeito, porque tudo ainda me é muito presente...


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Domingo, Abril 13, 2008

Partir de um Sonho

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Fotografia: Micas 08/06


A noite foi escura e fria. Lá fora a chuva caiu intensamente, batendo com força nas vidraças provocando um concerto de sons ensurdecedores, que convidavam a paixões e loucuras inconfessáveis.
Tudo parou de repente. A tempestade passou.
E como num passe de mágica, entrava agora pela janela uma brisa matinal, fresca, normal para uma manhã de Primavera.
Uns poucos e ténues raios de sol teimam em romper nuvens, mostrando pequenos retalhos de um céu azul. O aroma que paira no ar é uma fusão de cheiros inebriantes a esta hora do dia, num misto a terra molhada e [a]mar que despertam sentidos. O oceano transformou-se num imenso lago que vai lambendo o penedo erodido pela força de outras tempestades, onde descansa o velho farol.
Na cama, palco de um avassalador bailado, onde os nossos corpos se fundiram em entregas sem reservas nem condições, dormes ainda.
Olho-te com carinho. É belo o teu semblante adormecido, alheio à dor que me trespassa o coração e me deixa amortecida.
Em breve terei de partir. É inevitável este distanciamento que adivinho.

Porque a vida corre para lá deste quarto onde as cortinas esvoaçam numa dança sensual. Onde o sonho se fez real por momentos feitos de silêncios e sentires.
Vou partir, vou deixar crescer asas, e um dia... Um dia volto. Inteira.
Voltarei a este quarto, onde agora te deixo adormecido, para contigo comungar o momento, tornando real o sonho que ambos partilhamos.


Mais aqui, no Jogo das 12 Palavras.
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Terça-feira, Abril 01, 2008

Flores

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(Fotografia: Micas 01-04-08)


"Era preciso agradecer às flores
Terem guardado em si,
Límpida e pura,
Aquela promessa antiga
Duma manhã futura."


"Sophia de Mello Breyner Andresen"

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Domingo, Março 30, 2008

Unser Fluß...


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(foto: Micas - Ruhr)

Por vezes descobrimos que certos sentires, a um tempo, trazem sentimentos que são como a água. Fluem. Ontem foram nascente. Que por medo, fechamos num espelho. De água. Porém, quando a força desses sentires, se torna intemporal, estilhaça-se a barreira do espelho. De água. Hoje são um rio. Amanhã [se os deixarmos] o oceano...

§§§§§§§

Manchmal stellen wir fest, dass bestimmte Gefühlszustände zu einer bestimmten Zeit Gefühle hervorrufen, die wie Wasser sind. Flüssig. Gestern waren sie noch Quelle. Durch Angst schließen wir sie in einem Spiegel ein. Spiegel aus Wasser. Wenn sich die Kraft dieser Gefühle ins Zeitungebunde wandeln, streckt sich die Spiegelbarriere des Wassers.
Heute sind sie ein Fluss. Morgen (wenn wir es zulassen) ein Ozean...

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Terça-feira, Março 25, 2008

Unglaublich!!!

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Depois de um inverno seco e praticamente sem temperaturas negativas, chega a tão ansiada Primavera e, adivinhem quem é que ela trouxe por companhia??? pois claro, a neve, fofinha, branquinha e que tem caído desde quarta-feira passada.
Não deixa de ser interessante passar a Páscoa com neve, até ficou mais fácil esconder os ovos de chocolate!!
Aqui vão umas fotografias do meu jardim [que já estava a ficar tão bonito com tudo a rebentar e a florir], fresquinhas e acabadinhas de tirar para voçês, a confirmar a máxima de que tudo se paga nesta vida...até o tempo!!! ;)




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Quarta-feira, Março 19, 2008

Música e melancolia à mistura.


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Foto: dpa - 16/03 Oberhausener Arena



Mesmo sem o novo cd, os “The Cure” já se lançaram à estrada. Foi no domingo passado em Oberhausen, num concerto de 3 horas, a roçar a melancolia que, do alto dos seus 49 anos, Robert Smith na sua figura inconfundível, vestido de preto, cabelos desgrenhados, olhos pintados de negro e lábios encarnados (com mais uns quilitos em cima é certo), soube mostrar (e muito bem) como conseguiu manter a lealdade do seu público até aos dias de hoje, a confirmar logo pela lotação esgotada da Oberhausener Arena.
Foram tocados quase todos os êxitos, tendo como pontos altos, “Inbetween Days”, “Just like heaven” e “Why can’t I be you” que criaram um sentimento de nostalgia entre os apreciadores de Indie-Rock onde eu me incluo. Com “Friday I’m in love” passou de nostalgia a ambiente de festa, houve ainda tempo para tocar algumas coisas da sua “dark wave” tal como “A hundred Years” onde foram projectadas imagens dos anos 30.
Do novo cd mt pouco deram a conhecer, mas pelo que ouvi, nada de espectacular, e pela reacção do público, penso que não será nenhum “must” já que durante essa altura muito do pessoal optou por sair para fumar ou ir buscar uma bebida...pois...os Cure fazem parte da magia dos 80/90’s e será melhor se esse encantamento não for quebrado...
Durante todo o concerto Robert Smith não falou com o público, um simples “o.k.” foi a única coisa que se ouviu da sua boca.
Resumindo; os Cure foram uma das minhas bandas de eleição que marcaram uma fase da minha vida, as expectativas para este concerto eram altas, não foram superadas mas valeu pelas boas lembranças avivadas na memória...

Boa Páscoa [por aqui com muita neve] e, sejam felizes :)

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